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Guaporé é esquecido diante do vale

NacionalNotícias • 1 de março de 2009 por Silvana Losekann

Os morcegos, os cupins e os maribondos são os senhores do Engenho Guaporé. A casa-grande construída mais de 150 anos atrás, no fausto da economia da cana-de-açúcar no Vale do Ceará-Mirim, jaz vítima do descaso do brasileiro com seu patrimônio histórico. Governo do estado, prefeitura e governo federal dizem ter planos para a construção, onde já funcionou o Museu Nilo Pereira, mas não há projeto de restauração em curso.

O Guaporé foi residência do governador da província do Rio Grande do Norte, Vicente Inácio Pereira. Mobília de jacarandá, lustres de cristal e paredes de veludo faziam parte de um cenário que recebeu jantares, festas e reuniões dos homens de decisão da época. Também foi lá que o escritor, pesquisador e jornalista Nilo Pereira, neto de Vicente Inácio e um dos mais respeitados intelectuais potiguares do século 20, passou a infância. Hoje, apenas a própria imponência do prédio, que resiste ao abandono e ainda não caiu em ruínas, remonta a seu passado de destaque na sociedade açucareira.

Uma tentativa de revitalização chegou a ser feita. Em 1978, a casa-grande em estilo neoclássico, construída em 1850, foi cedida à Fundação José Augusto e prefeitura, pela usina Companhia Açucareira do Vale do Ceará Mirim, a quem o terreno pertence. A fundação implantou um museu com o nome de Nilo Pereira e tombou o monumento dez anos depois.

Posteriormente, a pouca visitação e os custos de manutenção levaram a fundação e a prefeitura (a quem cabia co-administrar o espaço) a desistirem do projeto, segundo informações da própria FJA. O acervo foi guardado na reserva técnica da fundação, no Palácio da Cultura.

O Guaporé fica distante pouco mais de 1km do centro de Ceará-Mirim, há cerca de 300m da margem da rodovia que leva ao roteiro dos engenhos do município. A lista é formada por 17 propriedades, de prédios em ruínas a casas-grandes bem preservadas. Duas placas de metal aparentemente recentes sinalizam a presença do museu, uma na entrada da propriedade e a outra na entrada da casa-grande. O Guaporé também é sinalizado por uma outra placa na entrada da propriedade, essa de pedra e já bastante apagada, que juntamente com o mato e o prédio decadente formam um cenário melancólico.

Tombamento ainda tramita no Iphan

A arquiteta Andréa Costa, do escritório local do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informa que o Guaporé é um dos 17 engenhos de Ceará-Mirim que poderão ser tombados pelo órgão. A arquiteta explica que um levantamento realizado entre 2006 e 2008 na região gerou um projeto de tombamento já encaminhado a Brasília. ‘‘Não há como prever quando o tombamento será feito e também não temos como precisar quantos e quais engenhos serão objeto de tombamento, porque isso dependerá da análise que será efetuada com base na relevância histórica e arquitetônica, e no estado de conservação dos bens’’, revela. ‘‘Infelizmente, o Ministério da Cultura detém um dos menores orçamentos no governo federal e já há muitos projetos de tombamento à espera, como, por exemplo, o do centro histórico de Natal’’, cita. Andréa destaca o legado histórico e arquitetônico das casas-grandes. ‘‘Os casarões retratam uma realidade de luxo, riqueza e glória, mas também de trabalho, suor e lágrimas. A arquitetura reflete o luxo e requinte europeus trazidos em grande parte pelos filhos dos senhores de engenho quando regressavam de suas viagens ao velho continente, a estudo ou passeio’’, comenta.

A especialista aponta que o engenho Guaporé tem um diferencial arquitetônico em relação à maioria das casas-grandes do circuito histórico de Ceará-Mirim, que é a inspiração neoclássica.

Gabriel Trigueiro da equipe de o poti

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